Nós

O pouco de cada minuto que passamos, nos tornam cúmplices da morada singela do que existe em Nós.
Conversa, conexão, entendimento, gracejos, risos bobos… que nossos encontros sejam enternecidos por todo carinho, alegria e sintonia!
Nossos olhos sorriem e os corações amolecem, emanando só bem querer.
Amo teu olhar, amo te olhar!
E como se entrega ao meu
Conexão perfeita
Conexão de Almas

| Milla Diaz

Estou seguindo… Como tem que ser!

As coisas acontecem e em meio aos acontecimentos enxerguei você. Nosso encontro foi condizente ao velho ditado: “água mole pedra dura… tanto bate até que fura” e assim fui fisgada, de certa forma aos poucos; foram dias relutando por algo que achava nao estar acontecendo. A cada esbarro, uma confusão mental. Vivia noites admirando suas fotos no instagram, dava print e te enviava; com tamanha ingenuidade que ainda não havia percebido o tal do amor chegar. Um dia, ao observar sua foto me indaguei: estaria eu apaixonada?! Será?! Mas não havíamos tido nada ainda. Como assim?!

Os dias passaram e o que menos se previa já estava acontecendo; o sentimento mais lindo estava se fazendo presente em nós. Foram dias encantadores e ao mesmo tempo fugazes, nos entendíamos pelo olhar; olhar esse, recíproco e cheio de pureza, emanávamos o amor, antes mesmo de nos beijarmos, de nos tocarmos.
Nosso verdadeiro encontro, nosso enlace nao foi como desejávamos, mas foi um encontro de almas. Uma noite que jamais esquecerei, assim como aquela manhã que desejava a sua permanência, mas não deu e logo vc se foi, sem ao menos tomar “um gole de café” (café que tu nem bebe rsrs) é que eu queria mesmo era a sua presença.

Um dia decidiu me deixar ciente, uma certa dificuldade no falar, a sua timidez queria ocultar, mas seu coração me dissera; o que eu também já sentia.
Mas o que parecia ser lindo de vivermos, foi-se esvaindo aos poucos, porque mesmo nascendo um sentimento, haviam coisas mal resolvidas lá fora, tanto pra mim quanto pra você.

Eu, deixei bem claro qual seria minha decisão. Você também dissera o mesmo. Mas me decepcionou com suas controvérsias e me deixava mais confusa do que já estava. Seu afastamento, as suas indecisões e mais ainda; suas confusões com as coisas de fora… deixavam-nos distantes.

(Talvez vc nem leia isso ou se acaso estiver… Sim, esse texto é pra vc!)

Como eu poderia decidir algo, se vc me mostrava o contrário?

Interrompemos o que poderíamos estar vivendo, encerramos algo que sequer demos a chance de começar.
Nao houvera um fim, um término dito face a face, apenas paramos de nos falar com a mesma intensidade.

Cansei de tentar, de insistir, de te convencer. Nossa relação foi se acabando na falta de cuidado e decisões. Entao preferi deixar você em paz e seguir, mesmo sentindo algo forte por ti. Você não sabe o quão difícil foi suportar a sua ausência, sua indiferença. Confesso que passei meses me sentindo perdida, com o peito dilacerado, porque o que mais queria naquele momento era a sua presença.

Fui verdadeira aos meus sentimentos, mas você constatei em suas contradições.
Me feri, me senti naufragando num oceano que me propôs navegar e com o tempo percebi que estava sozinha em alto mar.

Então segui… continuávamos nos esbarrando e te ver era uma luta interna pra mim. Decidi lhe deixar em paz e estar em paz comigo. Seria inconsequente da minha parte dizer que deixei de lhe admirar, sentir algo por ti. Não, claro que não. Mas aprendi a deixar o sentimento bem guardadinho, numa parte mais subterrânea do coração.

Nosso envolvimento foi marcado pela brevidade; ficam em nós o carinho, o respeito e sem mágoa, mas ninguém merece um romance pela metade. Nós não merecemos, mas deixou saudade sim!

Gosto de ti como é, mesmo não compreendendo certas vezes, mas respeito seu pensar e tenha a certeza que o carinho especial que tenho a ti, será eterno.
Você sabe que em qualquer lugar estarei pensando em você, por mais distante que eu pareça estar.

Agradeço por entrar em meu mundo.
Pode ser que daqui a um tempo a gente se reencontre com outro pensar e se acaso tu quiser fazer parte dele novamente; faremos girá-lo com a mesma intensidade.
Mas por hoje… decidi enxergar a minha vida e te garanto; estou seguindo como tem quer ser!

·Milla Diaz

O tempo coloca tudo em seu lugar!

Algumas histórias tem de chegar ao fim para outras começarem, tem gente que não dá pra levar pra sempre. Afinal algumas histórias, são como dentes de leite, fez parte de uma época inocente onde tudo era sincero.

Mas com o tempo essas histórias vão ficando por um fio. Porque coisas maiores estão chegando e uma hora ou outra, a gente tem de crescer, arrancar de nós o que não é mais nosso.

Dói! Fica um buraco, é impossível sorrir, mas o tempo… O tempo coloca tudo no seu lugar! Os dentes, as histórias, as pessoas…

E com um sorriso de maturidade as perdas do passado deixam de ser dor e viram histórias, histórias de criança de um sorriso que caiu para dar espaço a outro melhor. |Marcos Bulhões

Amor é desistir de quem não vale a pena e só insistir em quem faz valer. 

Desculpas se você acha que amar é nunca desistir e sempre insistir. Mas por acaso você já cansou de se esforçar por alguém e esse alguém não te deu o valor que você merecia? Por acaso você já se sentiu sozinho ao se entregar pra alguém e esse alguém simplesmente não se importou tanto com o que você sentia? Por acaso você já se importou demais, perdeu noites de sono, chorou uma madrugada inteira por alguém que no final das contas ria de você e nunca se importou com a tua dor? Você por acaso sabe o que é amar imensamente alguém e em troca, esse alguém te dar algo que cabe na palma da tua mão?

Cê por acaso já sentiu tanto que o teu peito parecia que iria explodir, que a tua garganta parecia que tinha dado um nó, que a tua voz naufragou, a tua barriga embrulhou e você perdeu todas as direções quando alguém que você amava te decepcionou?

Eu posso te dizer com toda certeza do mundo que amar não é insistir quando nada faz mais sentido. Amar é saber a hora de ir embora pra não deixar as coisas ainda mais confusas. Amar é desistir antes que as coisas percam o sentido, entende?

Porque amar não é egoísmo, amar é aceitar quando as coisas tomam outro rumo, é entender que às vezes, a gente não pode evitar, resta só aceitar e seguir caminhos distintos. Amar não é achar que o final de um relacionamento é o fim do amor, não é acreditar que ali o amor morre e que tudo que foi vivido por vocês não valeu a pena.

Amor é acreditar que tudo que foi apreciado enquanto vocês estavam juntos valeu muito a pena, é entender que as experiências que vocês trocaram valerão pra vida toda. Amor é perceber, até na dureza de um fim, que todo final requer um recomeço e que às vezes a gente precisa aprender a recomeçar sozinho.

Amor não é correr atrás de alguém que sempre está se distanciando de você, amor é quando a distância faz a saudade doer e os dois correm, só que um de encontro ao outro. Amor não é ser indiferente, não é fingir que não sente, muito menos correr atrás de alguém que claramente não se importa pros seus sentimentos. Amor é sentir lá dentro e ter necessidade de escancarar pro lado de fora, e entender que o que você sente não merece ser escanteado por ninguém.

Amor não é desejar que o outro se dane, não é torcer pra que o outro se decepcione com outra pessoa. Amor não é negar o que foi vivido, amor é saber agradecer ao passado, pelos tropeços que você levou, pelos erros que você cometeu e pelas decepções que o outro te causou. Amar é conseguir enxergar o quanto imaturo você foi e se esforçar pra ser melhor que antes. Por isso amar é torcer pra que o outro alcance os seus objetivos mesmo que o outro não esteja mais ao teu lado, é desejar boa sorte e esquecer as dores do passado, é dizer pra que o outro siga em frente e jamais esquecer que você também deve seguir.

Por fim, amor não é insistir em quem não te merece. Amor é desistir de quem não vale a pena e só insistir em quem faz valer.

· Iandê Albuquerque

Passarinho que cai do ninho ainda pode amar de novo!

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“Sempre que a vida parece confusa, tento basear a minha própria história nos ensinamentos que a natureza nos oferece diariamente. É que tudo parece funcionar harmônica e perfeitamente no mundo animal. Nas cadeias alimentares. Fora de tudo aquilo que envolve o meu emocional. Foi buscando entender o que acontece com os filhotes de passarinho, que compreendi muita coisa sobre mim mesmo. Sobre os meus relacionamentos. Sobre isso que comumente chamam de amor.

Durante a minha busca, aprendi que quando alguém diz que estamos completando mais uma primavera, essa pessoa está se referindo à estação do ano que acontecem, geralmente, o maior número de nascimento das espécies. Aves, mamíferos, diversos insetos e outros grupos escolhem a estação das flores para florir a vida com um filhote, dois, vários. Mas não é aí que quero chegar. É ao próximo passo depois de viver. De ganhar asas.

O verão é a época na qual os passarinhos saem do ninho. Alguns na hora certa, outros com receio, diversos querendo ainda ter aquele colo que lhes proteja. Mas, inevitavelmente, os pássaros voam para longe de casa. Para uma vida nova. Novos sabores. Novas experiências. Para tudo aquilo que chamamos de virar a página. Superar. Seguir em frente.

E, em algum momento de nossas vidas, todos batemos asas para longe de um amor. É que os relacionamentos, assim como as primaveras, também chegam ao fim. Alguns de nós vão embora de uma relação na hora certa. Quando não havia mais nada de bom a ser compartilhado com o outro. Quando o amor acaba. Outros recebem dolorosos pés na bunda. São enxotados, postos para fora de um coração que até então aquecia do frio.Ainda existem aqueles de nós que precisam reunir forças para alçar voo, mas, simplesmente, não conseguem.É extremamente difícil deixar toda aquela ideia de conforto, de união, por mais que já não haja mais tempo ou vontade possível para ficar e transformar tudo aquilo de novo, mais uma vez, e seguir tentando mudar, aceitar, ponderar, recomeçar.

Sei que já fui longe demais com essa história. Mas… Escrevi até aqui para dizer uma coisa simples, e até poderia descartar todos estes parágrafos e resumir a minha busca a uma única frase: passarinho que não bate as asas fica a vida inteira com medo de sair do ninho. Se contenta com o pouco que lhes dão.

Muitas vezes, aceitamos as migalhas que nos são oferecidas só por medo de voar. Por medo de cair do ninho. Por medo de nunca mais achar outro lugar tão acolhedor para chamar de seu. De lar. Perdemos, assim, as lindas paisagens que estiveram sempre em frente aos nossos olhos. Deixamos de sentir o ar puro preenchendo os nossos pulmões. De ter nosso coração de novo acelerado por coisas boas e já não mais batendo descompassado, apertado, pelos mesmos e já desgastados motivos.

Passarinho que cai do ninho ainda pode amar de novo. E ainda que por ventura nos falte abrigo momentaneamente, ganharemos a liberdade. E amigo, nada no mundo paga a sua sensação de liberdade. De poder ir, vir e fazer o que quiser. Quando a vontade pedir… Não crie uma gaiola imaginária para a sua própria história. Bata asas desse amor, que só você ainda não percebeu que acabou.”

|Matheus Rocha

Como é que eu posso dizer…

“Só hoje, depois de toda uma vida regada a desistências, resolvi assumir: eu sempre gostei do impossível, porque isso justificava a minha covardia. Sim, meu amigo, sou um covarde. Um covarde do amor. Eu, simplesmente, tenho medo disso. Disso de me apaixonar.

Desde muito cedo, entendi que o amor não era pra mim. Percebi que sim, ele existia. Ele era lindo, até demais para o meu gosto. Mas também era muita areia para o meu coraçãozinho. Por isso, acabava sempre indo embora.

Talvez eu devesse pedir desculpa a toda essa gente que eu deixei feliz, mas não liguei no dia seguinte. Pedir perdão por não ter sido forte o suficiente para sentir de volta. Pedir clemência por ser tão inseguro.

A verdade é que eu nunca fui capaz de me entregar verdadeiramente, por medo. Medo não, pavor. Pânico. Eu, durante todas as histórias que entraram na minha, nunca tive coragem de ficar. Sempre me envolvi até um determinado ponto. O ponto que era hermeticamente seguro para não amar de volta.

E, quando o coração acelerava, quando as mãos suavam, eu corria. Mas corria como quem tem gana de ganhar uma maratona. Como um sedento por água no deserto corre em busca de uma miragem. Eu, simplesmente, nunca me sentia seguro para gostar de volta.

No fim, todo o meu ciúme sempre foi uma forma de defesa. Eu sempre senti que seria trocado a cada nascer do sol. E, ao enoitecer, eu estaria ali, de novo, sozinho. Chorando. Sem colo.

O medo de confiar e quebrar a cara é só uma característica de um coração que já amou demais e hoje, ah, hoje ele luta para conseguir sobreviver com o que restou. Tentando não perder mais partes fundamentais de si mesmo.

Depois de mergulhar em mim, percebi que todos os meus amores platônicos vieram da minha falta de segurança. Eu nunca tive coragem suficiente para deixar que gostassem de mim. Eu sempre dei motivos para que fossem embora. Eu sempre procurei a desculpa esfarrapada perfeita para, como é que eu posso dizer… Fugir.

Engraçado. Mesmo fujão, eu sempre quis que alguém fosse capaz de aparecer e mudar tudo, sabe? Alguém que mesmo percebendo que eu estava morrendo de medo e dando todas as desculpas para não gostar de volta, quisesse ficar. Alguém que não desistiria de mim, não importa quantas vezes eu mesmo fosse desistir.

Hoje não seria piada, eu realmente queria um abraço. Mas não qualquer um. O seu. A verdade é que depois de tanto fugir, os meus pés cansados resolveram deixar de ouvir meus pensamentos. Agora eles é que disseram que não dariam mais nem um passo.” (Matheus Rocha)

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Logo ali…

“Nosso romance poderia estar do outro lado da calçada, na prateleira das apostas para 2015.
Ou, logo ali, na próxima esquina, junto com os romances consagrados pelo tempo
Espero você se interessar pela leitura.

Aviso logo: o começo é sempre um pouco denso, confuso.
Mas seus olhos, os mais belos leitores desse mundo, saberão como ninguém conduzir a nossa história.”

•Pedro Gabriel
|Eu me chamo Antônio